MOVIMENTOS SOCIAIS E DEMOCRACIA: os dois lados das “fronteiras”

Breno Bringel, Enara Echart

Resumo


A democracia evoluiu historicamente através de intensas lutas sociais e, com frequência, também foi sacrificada em muitas dessas lutas. Nem sempre os movimentos sociais promovem a democracia, mas há uma tendência contemporânea a que muitos deles incorporem uma dimensão renovada de luta democrática, contribuindo para a ressignificação das práticas e teorias democráticas no começo deste século. Este artigo pretende ir além das análises
unidirecionais com que foram tratadas as relações entre movimentos sociais e democracia nas transições democráticas, com o objetivo de questionar e ampliar as articulações teóricas possíveis entre democracia e sujeitos sociais, tomando como referência a existência de quatro “fronteiras” que muitas vezes não são superadas: a da ciência, a do Estado-nação, a da instituição e a do momento histórico.

PALAVRAS-CHAVE: movimentos sociais, democracia, espacialidade da política, escalas, fronteiras.

SOCIAL MOVEMENTS AND DEMOCRACY : the two sides of the “borders”
Breno Bringel
Enara Echart

Democracy has evolved historically through intense social struggles and, frequently, it was also sacrificed in many of those struggles. Not always social movements promote democracy, but there is a contemporary tendency that many of them incorporate a renewed dimension of the democratic struggle, contributing to the ressignification of the practices and democratic theories at the beginning of this century. This paper intends to go beyond the unidirectional analyses with which the relations between social movements and democracy were treated in the democratic transitions, with the objective of questioning and enlarging the possible theoretical articulations between democracy and social subjects, taking as reference the existence of four “borders” that a lot of times are not overcome: the science one, the Nation-state one, the institutional one and the historical moment one.

KEYWORDS: social movements, democracy, spaciality of politics, scales, borders.

MOUVEMENTS SOCIAUX ET DEMOCRATIE: les deux cotés des “frontières”
Breno Bringel
Enara Echart

Tout au long de l’histoire la démocratie a évolué grâce à des luttes sociales intenses, mais aussi, elle a souvent été sacrifiée au cours de ces nombreuses luttes. Les mouvements sociaux n’ont pas toujours été favorables à la démocratie, il existe cependant une tendance contemporaine qui fait que nombreux sont ceux qui lui donnent une dimension renouvelée de lutte démocratique, permettant de re-signifier les pratiques et les théories démocratiques du début de ce siècle. Cet article se veut d’aller au-delà des analyses unidirectionnelles qui ont servi à l’étude des relations existantes entre les mouvements sociaux et la démocratie au cours des transitions démocratiques. Ceci permet de remettre en question et d’amplifier les articulations théoriques possibles entre démocratie et sujets sociaux. La référence utilisée est celle de l’existence de quatre “frontières” qui souvent ne sont pas dépassées: la frontières de la science, celle de l’Etat - Nation, celle de l’institution et celle du moment historique.

MOTS-CLÉS: mouvements sociaux, démocratie, spatialité de la politique, échelles, frontières

Publicação Online do Caderno CRH: http://www.cadernocrh.ufba.br

Palavras-chave


movimentos sociais, democracia, espacialidade da política, escalas, fronteiras

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/ccrh.v21i54.18991

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