Coesão e evasão em assentamentos rurais no extremo-sul do Brasil

Paulo Freire Mello

Resumo


Através de etnografias em dois assentamentos no Rio Grande do Sul, discutiu-se os processos de coesão social e sua potencialidade em estancar a evasão e a rotatividade. Não se encontrou correlação entre a evasão e diversas variáveis relacionadas à dimensão material em 193 assentamentos. A adoção da perspectiva da sociologia da crítica, de Boltanski, em associação com aportes pontuais de Bourdieu, Wolf e Elias, permitiu compreender os processos de mobilidade e de construção da coesão social dos assentados. Esta é relacionada à reciprocidade, em especial, ao parentesco e às relações religiosas e de vizinhança. Verificou-se que os assentados, cada vez mais situados na cidade doméstica, estão construindo processos corporativos, ainda que de forma negociada com o MST, INCRA e vizinhança.

Palavras-chave


rotatividade, reforma agrária, reciprocidade, sociologia da crítica, religião

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/ccrh.v21i54.18915

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