MARX, INDIVÍDUO E SUBJETIVIDADE

José Crisóstomo de Souza

Resumo


Apesar de sua suposta ruptura com "toda a filosofia anterior", em 1845, a nova concepção da história de Marx é aqui mostrada como embasando- se numa "tradução" espinozeana de Hegel, numa variedade de monismo materialista. Tal concepção, malgrado suas alegadas premissas puramente empíricas, e não obstante as promessas que a passagem ao "reino da liberdade" abriga, implica numa forte redução das prerrogativas do indivíduo realmente existente, e de sua subjetividade, uma redução selada pela teoria marxiana da consciência, mostrada aqui como potencialmente desqualificadora de toda negatividade subjetiva.


Notwithstanding his supposed break with "all the preceding philosophy", in 1845 Marx's new conception of history is showm here to be based upon a spinozean 'translation" of Hegel, a variety of materialist monism. That conception, in spite of its alleged empirical foundation, and of all the promises that the passage to the "kingdom of liberty" entails, implies a strong reduction of the prerogatives of the actually existing individual and of his subjectivity, a reduction sealed by Marx's theory of conciousness, here shown as potentially disqualifying all subjective negativity.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/ccrh.v4i15.18826

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