VELHOS E NOVOS OPERÁRIOS DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA: comparações entre o ABC Paulista e o Sul Fluminense

Iram Jácome, Cecília Carmen Cunha, José Ricardo Ramalho, Marco Aurélio Santana

Resumo


A proposta deste texto é refletir, a partir de um survey com metalúrgicos da indústria automobilística de duas regiões brasileiras, sobre as diferenças e semelhanças no perfil dos operários de fábricas recém reestruturadas de região tradicional (ABC paulista) e de fábricas recém inauguradas de regiões novas e sem tradição operária (Sul Fluminense). O objetivo é mostrar como esses trabalhadores, vivenciando contextos industriais diferentes, percebem as condições de trabalho, revelam a imagem que têm das empresas e das pressões que sofrem no cotidiano fabril. O argumento principal é o de que, a despeito das diferenças regionais, etárias, salariais, de tempo de trabalho na empresa, escolaridade etc., presentes na experiência dos dois grupos, esses aspectos não mudam o comportamento e as opiniões dos dois segmentos pesquisados sobre uma gama variada de temas, em boa parte porque as mudanças no processo produtivo passaram a ser comuns às fábricas.  Vale dizer, não há rupturas e, sim, indícios de continuidades no fazer-se dessa classe trabalhadora.

Palavras-chave: classe operária, metalúrgicos, ABC Paulista, Sul Fluminense, indústria automobilística.

the old and NEW WORKERS of THE CAR INDUSTRY: comparisons between the ABC in São Paulo and the south of Rio de JaneiroIram Jácome Rodrigues
Cecília Carmen Cunha Pontes

José Ricardo Ramalho
Marco Aurélio Santana


This paper aims at analyzing the differences and likenesses between the workers of  plants recently re-structed in the traditional region (ABC in São Paulo) and plants that have recently started operating without a labor traditional (South of Rio de Janeiro). The aim is to show how these workers who have experienced different industrial contexts, perceive the labor conditions, reveal the image that they make of the companies, as well as the pressures that they have to go through in the everyday life of a plant. The main argument is that despite the differences in terms of region, age group, salaries, term of service at the plant, schooling, which have been experienced by these two groups, these features do not change the behavior and the opinions of the two researched segments over a gamut of topics, since the changes in the productive process are common to the plants. It is worth mentioning that there are no ruptures but yet signs of continuities in the productive activity of this working class.

Key words: labor class, steel workers, ABC in São Paulo, South of Rio de Janeiro, car industry.

LES ANCIENS ET LES NOUVEAUX OUVRIERS DE l’ INDUSTRIE AUTOMOBILE: comparaisons entre l’ABC Paulista (de São Paulo) et le Sud Fluminense (de Rio de Janeiro)Iram Jácome Rodrigues
Cecília Carmen Cunha Pontes

José Ricardo Ramalho
Marco Aurélio Santana  


Le propos de ce texte est de mener une réflexion, à partir d’un survey réalisé avec les métallurgistes de l’industrie automobile de deux régions brésiliennes, sur les différences et les similitudes du profil des ouvriers de fabriques récemment restructurées d’une région traditionnelle (ABC de la région de Sao Paulo) et de fabriques récemment inaugurées d’une région nouvelle n’ayant aucune tradition ouvrière (Sud de la région de Rio de Janeiro). L’objectif est de montrer comment ces travailleurs, insérés dans des contextes industriels différents, perçoivent les conditions de travail, révèlent l’image qu’ils ont des entreprises et des pressions auxquels ils sont soumis quotidiennement dans les fabriques. L’argument principal est que, en dépit des différences régionales, d’âge, de salaire, d’ancienneté dans l’entreprise, de scolarité, etc., existants dans les deux groupes, ces aspects ne changent ni le comportement ni les opinions sur une gamme variée de thèmes des deux segments objets de la recherche, en grande partie parce que les changements qui ont lieu dans le processus productif sont devenus des éléments communs pour les fabriques. On peut dire qu’il n’y a pas de ruptures mais des indices de continuité dans la construction de cette classe ouvrière.

Mots-clés: classe ouvrière, métallurgistes, ABC Paulista, Sud Fulminense, industrie automobile




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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/ccrh.v19i46.18547

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