A homocisteína como fator de risco para a aterosclerose

Daniel Rui Diniz Santos, Gabriela Chagas Freitas de Andrade

Resumo


O conhecimento dos fatores de risco para doenças cardiovasculares é importante, não apenas para direcionar corretamente estratégias preventivas, como para identificar indivíduos sob risco cardiovascular, mesmo que não apresentem nenhum dos fatores de risco convencionais: diabetes, hipertensão, sedentarismo e tabagismo. Nos últimos anos, a homocisteína tem recebido grande atenção da comunidade científica, e diversos estudos indicam que esse pode ser um importante fator de risco cardiovascular, embora controvérsias ainda permaneçam. Este trabalho tem por objetivo revisar a associação entre os níveis séricos de homocisteína e o desenvolvimento da doença aterosclerótica, bem como os mecanismos pelos quais essa associação se manifesta. Com base nos artigos abordados, observa-se que os níveis plasmáticos de homocisteína têm sido freqüentemente associados ao desenvolvimento de aterosclerose e que, recentemente, têm sido obtidas evidências suficientes para sugerir que se trata de uma relação causal, direta e independente da ação de outros fatores. Entretanto, o impacto clínico de estratégias voltadas para a redução dos níveis séricos de homocisteína ainda precisa ser determinado por estudos clínicos de grande porte.

Palavras-chave


homocisteína; aterosclerose; doença cardiovascular

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/cmbio.v4i2.4188

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