A influência do uso da simeticona nos resultados do exame salivar: estudo preliminar

Ana Carla Barletta Sanches, Danilo Barral de Araújo, Gabriela Botelho Martins

Resumo


Introdução: o uso da simeticona após coleta salivar é pouco descrito na literatura, sendo indicado para a obtenção de quantitativo maior da amostra. Todavia poucos são os estudos sobre a interferência dessa substância nos resultados do exame salivar. Objetivo: Avaliar as propriedades físico-químicas de duas marcas de simeticona e verificar se o fármaco interfere nos resultados do exame salivar. Metodologia: o estudo foi realizado no Laboratório de Bioquímica Oral (ICS/UFBA). Na etapa in vitro, avaliou-se o potencial hidrogeniônico (pH), a acidez titulável total (ATT) e a presença de sólidos solúveis totais (SST) na simeticona das marcas A e B. Na etapa in vivo, foi avaliada a velocidade do fluxo salivar (VFS), pH e a capacidade tampão (CT) na amostra salivar de 23 voluntários, comparando-se os resultados sem e com o uso das medicações (marcas A e B). Resultados: as duas marcas estudadas obtiveram pH menor que o neutro, e os valores de ATT para obtenção do pH 7 foram maiores na marca A. Ambas apresentaram valores elevados de SST. Na etapa in vivo, 78,3% da amostra era de mulheres, com idade média de 21,1 anos e VFS dentro da normalidade. Não houve diferença estatística entre o VFS (p=0,022) e pH (p=0,419) entre os grupos estudados, enquanto os valores da CT relativos ao uso da simeticona da marca A foram diferentes em comparação com os dos dois outros grupos (p=0,005). Conclusão: as propriedades laboratoriais das marcas de simeticona estudadas apresentaram diferenças entre si. O uso da marca A parece ter interferido na CT da saliva coletada.


Palavras-chave


Saliva. Simeticona. Propriedades físicas e químicas. Fármaco

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/cmbio.v18i3.34184

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