A eficácia do ácido tranexâmico tópico no tratamento do melasma: evidências clínicas

Marcela Nara Nogueira, Lilian de Abreu Ferreira

Resumo


Introdução: o melasma é uma desordem hiperpigmentar adquirida, crônica, clinicamente caracterizada como máculas acastanhadas
com contornos irregulares e limites claros. O tratamento apresenta diferentes modalidades que incluem a eliminação de possíveis
fatores causais, como o uso de protetor solar, além de agentes despigmentantes. O ácido tranexâmico, fármaco tradicionalmente
antifibrinolítico, tem sido utilizado nas lesões do melasma devido ao seu efeito hipopigmentador e também na prevenção da
hiperpigmentação induzida por UV. Objetivo: realizar uma investigação qualitativa bibliográfica acerca do mecanismo de ação do
ácido tranexâmico e sua eficácia no tratamento tópico do melasma, baseada em evidências clínicas. Metodologia: foi realizada uma
busca nas bases Pubmed e Embase limitada aos últimos 10 anos, na língua inglesa, utilizando os termos ‘melasma’ e ‘tranexamic
acid’. Resultados: foram encontrados sete ensaios clínicos que avaliaram a eficácia do ácido tranexâmico em formulações tópicas com
concentração variando de 2 a 5%. O AT exerce seu mecanismo de ação bloqueando reversivelmente a conversão de plasminogênio
em plasmina. Como os ativadores de plasminogênio são gerados pelos queratinócitos, o ácido tranexâmico afeta a função dos
queratinócitos. Conclusão: o ácido tranexamico mostrou-se seguro e promissor no tratamento de melasma, tanto em comparação ao
placebo quanto em relação a outros despigmentantes, sendo bem tolerado e sem ocorrências de reações adversas severas. Contudo,
ensaios clinicos controlados e randomizados com avaliação em larga escala e estudos observacionais de longo prazo são necessários
para que a terapia a longo prazo e a ação em combinação a outras terapias e outros medicamentos fiquem bem esclarecidos.


Palavras-chave


Ácido Tranexâmico; Melanose; Hiperpigmentação

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/cmbio.v17i2.23920

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