A cultura do nascimento como evento biomédico e a violência obstétrica: vivências e resistências

Marcia Cordeiro da Cunha, Aline Alves Veleda, Jéssica Machado Teles, Débora Fernandes Coelho

Resumo


Este artigo propõe-se conhecer as informações recebidas por mulheres durante o período gravídico-puerperal que reforçam a cultura do nascimento como um evento biomédico e que possibilitam a perpetuação da violência obstétrica. Colaboraram seis mulheres, as quais foram entrevistadas em seu domicílio, sendo suas falas gravadas e transcritas. Utilizou-se a análise temática de Minayo. As informações foram organizadas na categoria: “Público versus privado: percepções sobre os serviços de saúde”. Os relatos trouxeram elementos culturais que influenciaram as vivências das participantes, fossem como protetivos e de resistência aos maus-tratos. Concluiu-se que a vivência de gestar e parir parece sofrer influência dependendo da instituição e dos profissionais que participaram das trajetórias destas mulheres. O setor privado pareceu estar mais propenso a intervir nas experiências de parto, aumentando as intervenções e a atuação médica e diminuindo a autonomia das mulheres, enquanto o setor público, apesar de dificuldades na mudança de paradigmas, apresentou-se menos intervencionista e com maior potencial para mudanças.


Palavras-chave


nascimento; violência obstétrica; violência contra às mulheres; cultura; humanização do nascimento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/cgd.v5i4.29670



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 Cadernos GenDiv, Salvador, BA, Brasil. e-ISSN: 2525-6904

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