Lesbianidade Política na Bahia: que ginga é essa?

Zuleide Paiva da Silva

Resumo


Reconhecendo a lesbianidade como ato de resistência (CLARKE, 1990), tomo as organizações lésbicas como objeto de estudo, apreendendo a experiência (SCOTT, 1998) como ponto de partida dessa reflexão. Situada no campo dos estudos feministas de gênero e sexualidade, reconheço que todo conhecimento é localizado (HARAWAY, 1995) e percebo a ginga como produção de conhecimento feminista (ARAUJO, 2015). Orientada pelo paradigma feminista “o Pessoal é Político” e pelos paradigmas “Exu” e “América Latina”, meu propósito neste texto é apresentar dimensões histórica, política e cognitiva das organizações lésbicas da Bahia que se reconhecem e são reconhecidas como expressões dos novos movimentos sociais (GOHN, 2012). O trabalho reconhece a lesbianidade política na Bahia como ginga pela (re)existência lésbica, uma luta iniciada na capital baiana no tempo da ditadura militar, e sugere que, a partir dos anos 2000, a ginga lésbica se expandiu em rede, seguindo em “continuum lésbico” (RICH,1980) pela região metropolitana de Salvador e interior do Estado. Sem nenhuma pretensão de verdade, ressalto que este é um saber militante (MERHY,2008) - reflexões de uma sujeita implicada que se pretende epistêmica.


Palavras-chave


Lesbianidade Política. Organizações Lésbicas - Bahia (BA). Comunidade de práticas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/cgd.v4i2.25504



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