A importância da interseccionalidade no movimento sufragista feminino na obra de Angela Davis

Paulo Alexandre Trindade Freire

Resumo


O seguinte trabalho tem o objetivo de ensaiar acerca da importância da
interseccionalidade entre gênero, raça e classe no movimento sufragista feminino na obra de Angela Davis; a autora faz, em Mulheres, Raça e Classe, uma análise a partir da história da escravidão e da Guerra Civil nos Estados Unidos, mostrando os problemas da supremacia, tanto dos brancos que escravizaram o povo negro, quanto da burguesia que se aproveitava da classe operaria com o surgimento das indústrias, quanto dos homens em relação às mulheres. Analisaremos como Davis mostra a importância de se vê as lutas como uma “união” e de se vê como tudo está relacionado; a importância da interseccionalidade entre gênero, raça
e classe, mostrando de forma dialética como é necessário enxergar essas lutas como um conjunto e não como uma hierarquia. Esse trabalho também visa compreender o caráter de análise ética da visão da autora acerca das construções dos discursos e das ações de alguns dos “personagens” principais do ponto de vista de construção das bases do movimento sufragista feminino; por fim, uma análise do ponto de vista ontológico do significado de “Ser - Mulher” e de como a construção de caráter dos discursos de Soujouner Truth e de Elizabeth Cady Stanton nos dão pontos de vistas diferentes dessa construção, enquanto um discurso é pautado na “conveniência”, de modo que fica ambíguo, o outro nos leva a refletir e a questionar de que mulher que se está falando, permitindo então, uma análise mais fiel da filosofia da Davis, englobando questões de gênero, raça e classe de maneira interseccional no mesmo discurso. .


Palavras-chave


Interseccionalidade. Gênero. Raça. Classe. Política. Ontologia.

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Referências


BRUGGER, Walter. Dicionário de Filosofia. Tradução de Antônio Pinto

de Carvalho. 4. ed. São Paulo, EPU, 1987.

DAVIS, Angela. Mulheres, Cultura e Política. Tradução de Heci Regina

Candiani. 1. ed. São Paulo, Boitempo, 2017.

______. Mulheres, Raça e Classe. Tradução de Heci Regina Candiani. 1.

ed. São Paulo, Boitempo, 2016.


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