A preparação para a morte em Michel de Montaigne: uma leitura do ensaio “Que filosofar é aprender a morrer”

Ivan Cleber Lopes dos Santos

Resumo


O presente trabalho investiga o ensaio “Que filosofar é aprender a morrer”, do filósofo francês Michel de Montaigne, tendo como objetivo a elucidação dos argumentos do filósofo em defesa da necessidade de uma antecipação mental da morte, isto é, de sua premeditação como forma de preparação para sua chegada. Evidencia também que essa preparação tem como alicerce a eliminação do temor da morte como pressuposto fundamental para uma boa condução da vida, o que torna, portanto, essa preparação, e toda a filosofia da morte de Montaigne, uma reflexão moral, pois visa o bem viver dos homens. É analisada ainda, a descrição que o filósofo francês faz da morte, na qual expõe as características que a distingue dos outros males humanos como a dor e a pobreza, além de demonstrar como essas características contribuem no aumento do temor dos homens em relação a esse momento fatal. Por último, e fundamentalmente, é investigado o papel que Montaigne atribui à natureza como auxiliadora nesse difícil embate com a morte.


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