A definição de alma e sua substancialidade no Kitãb Al-Nafs de Avicena

Allan Neves Oliveira Silva

Resumo


O presente artigo investiga como Avicena no Kitãb Al-Nafs (Livro
da Alma)1 formula a definição e o estatuto ontológico da alma (nafs)
e os fundamentos de sua relação com o corpo. Os desenvolvimentos
conferidos por Avicena sobre esses assuntos desempenham papel central
em sua filosofia e influenciaram toda a posteridade medieval2. Neste artigo,
estes desenvolvimentos abrangem, na relação da alma consigo mesma, a
compreensão acerca da ontologia da alma humana, sua quididade, com o
estabelecimento desta enquanto substância incorpórea, distanciando-se
da defesa de Aristóteles pela alma enquanto forma material ou substancial;
e, na relação da alma com o corpo, a questão da individuação da alma,
realizada de modo essencial, na medida em que Avicena afirma ao mesmo
tempo a individuação da alma pela matéria corpórea e sua imortalidade,
conservando a individuação enquanto esteve ligada à matéria.


Texto completo:

PDF

Referências


ARISTOTLE. De Anima (Περί Ψυχή), translated by J. A. Smith. The

Works of Aristotle, translated into English under the editorship of W. D.

Ross, M.A., Hon LL. D. (Edin.), vol. III. Oxford: Clarendon Press, 1931.

AVICENNA, The Metaphysics of The Healing (Ilaiyyat al-Shifā).

Translated by Michel E. Marmura, 1 ed. Provo, Utah: Brigham Young

University Press, 2005.

AVICENNA LATINUS. Liber De Anima seu Sextus De Naturalibus,

I-II-III. Édicion critique de la traduction latine médiévale, par S. Van

Riet et introdution sur la doctrine psychologique d’Avicenne par G.

Verbeke. Louvain, Éditions Orientalistes – Leiden, E.J. Brill, 1972.

AVICENNE. Psychologie D’Ibn Sīnā (Avicenne) d’après son oeuvre

ash-Shifā’, éditée et traduite em français par Ján Bakoš. Prague:

Editions de l’Académie Tchécoslovaque des Sciences, 1956.

AFNAN, Soheil M. (1958) Avicenna his life and Works, London:

George Allen and Unwin Ltd.

BLACK, Deborah L. (2008) “Avicenna on Self-Awareness and

Knowing that One Knows”. In: S. Rahman et al. (eds.), The Unity

of Science in the Arabic Tradition, edited by Springer Netherlands,

vol. 11, pp. 63-87.

CHAHINE, Osman. (1962) Ontologie et Théologie chez Avicenne. 6ª

ed. Paris: Adrien Maisonneuve.

DAVIDSON, Hebert A. (1992) Alfarabi, Avicenna, and Averroes, on

Intellect. New York: Oxford University Press.

DRUART, T-A. (2000) “The human soul’s individuation and its survival

after the body’s death: Avicenna on the causal relation between body

and soul”. In: Arabic Sciences and Philosophy, edited by Cambridge

University Press, vol. 10, pp. 259-273.

GILSON, E. (1929-1930) “Les sources gréco-arabes de

l’augustinisme avicennisant”. In: Arch. D’hist. Doctr. E littér. Du

Moyen Age, t. IV, pp. 5-107.

GILSON, E. (1926-1927) “Pourquoi Saint Thomas a critiqué Saint

Augustin”. In: Archives d’histoire doctrinale er littéraire du Moyen

Age, t. 1, pp. 5-127.

GOICHON, A. –M. (1984) La Philosophie d’Avicenne et son influence

en Europe Médiévale. Deuxième édition revue et corrigiée. Paris:

Librairie D’Amérique et D’Orient.

GOICHON, A. –M. (1937) La distinction de l’essence et de l’existence

d’après Ibn Sīnā (Avicenne). Paris: Desclée de Brouwer.

VAUX, Carra de. Avicenne, Felix Alcan, éditeur. Paris: 1900


Apontamentos

  • Não há apontamentos.