A estética da exclusão: imigrantes chineses em culturas visuais brasileiras na virada do século XX

Ana Paulina Lee

Resumo


Este artigo examina os processos que levaram trabalhadores chineses ao Brasil, analisando documentos escritos por diplomatas e funcionários da dinastia Qing que viajaram ao Brasil para abrir rotas de imigração chinesa. As autoridades Qing utilizavam nesse contexto uma palavra que pode significar tanto imigração quanto colonização (yizhi). O Brasil, para eles, apresentava-se como uma opção viável tanto para a colonização quanto para a imigração devido ao seu vasto território e a suas leis de cidadania inclusivas. Discuto as questões levantadas por intelectuais ligados ao governo Qing sobre a abertura de rotas de imigração e comércio entre a China e o Brasil, em relação às preocupações dos abolicionistas brasileiros com a emancipação, a independência nacional e o desejo de branquear a composição racial da nova nação. Este artigo explora o que chamo de estética da exclusão para descrever a produção e a circulação de culturas visuais sobre os chineses enquanto raça, as quais contribuem para o discurso global da exclusão chinesa como uma necessidade da modernização brasileira e de seu investimento no branqueamento.


Palavras-chave


dinastia Qing - cidadania - abolição - China - teorias raciais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/aa.v0i60.28716

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ISSN 0002-0591 (impresso) | 1981-1411 (online)