BATISMOS, FAMÍLIA E ESCRAVIDÃO NO MARANHÃO COLONIAL

Antonia da Silva Mota

Resumo


Fundamentados na demografia histórica, analisamos os assentos de batismo da freguesia de N. S. das Dores do Itapecuru-MA, no período áureo da exportação de algodão e arroz. A partir dos registros, em especial do “auto de desobriga” dos anos de 1813/14, verificamos uma grande concentração de cativos de origem africana e pouca presença de populações livres, pois 92% dos 367 batismos realizados eram de crianças em situação de cativeiro. Mais significativo ainda foi constatarmos que 40% delas nasceram em lares legítimos, demonstrando a proliferação dos preceitos católicos na região e a possibilidade de ascensão social vislumbrada pelos escravizados.

 


Palavras-chave


Batismo; Família escrava; Maranhão.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.9771/aa.v0i55.24129

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


    Afro-Ásia. Salvador, Bahia, Brasil 0002-0591/1981-1411