“Africana venceu a guerra como venceste esta coroa.” Ressignificações e circularidade cultural entre as rainhas Nzinga (Angola, século XVII) e Jinga (Rio Grande do Sul, século XX)

Rodrigo Azevedo de Weimer

Resumo


O presente artigo discute a relação entre a memória da rainha angolana Nzinga Mbandi e a das rainhas Jingas do maçambique de Osório, litoral norte do Rio Grande do Sul. Essa congada, liderada por rainhas negras, celebra anualmente a devoção da população negra da região a Nossa Senhora do Rosário. Trabalha-se com a ideia de que, inobstante os vínculos léxicos entre as rainhas africanas e brasileiras não existem, ao menos na congada estudada, recordações das primeiras por parte dos participantes do ritual. Muito pelo contrário, esses vínculos foram permanentemente traçados e sugeridos por interlocutores, como a Igreja Católica, folcloristas e jornalistas. Por outro lado, os laços entre a África e o Brasil podem ser encontrados em algumas características estruturais e não propriamente nos conteúdos da memória.

Palavras-chave


maçambique - rainha Jinga - circularidade cultural - memória.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/1981-1411..v0i54.23615

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    Afro-Ásia. Salvador, Bahia, Brasil 0002-0591/1981-1411