Metáforas da cor: morenidade e territórios da negritude nas construções de identidades negras na Amazônia paraense

Mônica Conrado, Marilu Campelo, Alan Ribeiro

Resumo


O propósito, neste artigo, é o de levantar a questão de ser negro(a) na Amazônia

e de como a sua presença até hoje é invisibilizada, em especial no Pará. Ser moreno(

a) é marca identitária da região a partir de suas metáforas e hipérboles para

uma identidade compartilhada/manipulada cultural, política e simbolicamente em

que, em um processo nada linear, se fundamenta o mito indígena que configura

as argumentações que desencadearam o debate instaurado. Assim, em particular,

tematiza-se a morenidade amazônica em pesquisa com estudantes de duas escolas

da periferia de Belém, onde identidades estão sendo moldadas, formadas e por

esses jovens ressignificadas em seu convívio escolar. Nesse contexto, “moreno/

morena” seria uma “categoria de identificação racial elaborada a partir de referências

pedagógicas”, ou melhor, “um mecanismo terminológico de evitação”

do uso das categorias “negro” e “preto”.

Palavras-chave: Morenidade - Identidades negras - Negritude - Mestiçagem.


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