Bem-estar animal ou libertação animal? Uma anáilse crítica da argumentação antibem-estarista de Gary Francione

Carlos NACONECY

Resumo


Não devemos ajudar nenhum porco que esteja sofrendo
diante de nós, a menos que essa ajuda esteja relacionada à abolição
da escravidão dos porcos. Os porcos devem, assim, abrir mão de
seus interesses mais vitais e imediatos a bem da causa da abolição.
Tampouco devemos melhorar as instalações de criação animal, na
medida em que isso retardaria a abolição da pecuária. Aliás, por que
não usar gaiolas mais sujas e apertadas a fim de acelerar a libertação das galinhas.  Por essa razão  a China onde a legislação bemestarista
é insignificante e está mais próxima de abolir a escravidão animal do
que outros países. Reformas bem-estaristas são mais prejudiciais aos
animais do que reforma nenhuma. Apenas os movimentos que lutam
pelo fim da exploração são benéficos aos animais. Querer promover o
bem-estar dos frangos implica estar concordando implicitamente com
o uso deles como comida. É correto aumentar o bem-estar de uma
pessoa, mas não devemos tentar aumentar o bem-estar de uma vaca.
O presente artigo, apresentado no 12th Vegan Festival International,
ataca, reproduzindo a argumentação de David Sztybel principalmente,
esses e outros resultados do raciocínio antibem-estarista de Gary
Francione.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/rbda.v4i5.10633

Rev. Bras. Direito Anim. Salvador, BA, Brasil. e-ISSN: 2317-4552

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